CNPC e a III Conferência Nacional de cultura-teatro Por- André de Andrade
Fazendo uma reflexão, sobre esse calendário; podemos concluir; que tem uma força que tenta desconstruir, todo diálogo, todo processo democrático. Dessa forma, todo o foco está voltado apenas para o calendário; e mesmo no encontro o foco será o mesmo; em abrir o antigo debate que o MinC está desrespeitando o principio de consulta; tempo e participação; e infelizmente estaremos fazendo um velho e cíclico vício, que a vezes nem percebemos; defendo que tem que ser assim mesmo; mas precisamos não ficar só nisso, infelizmente é um fato, uma postura reprovável que fere nossa visão de conselheiro, precisamos trabalhar nesse terreno de incertezas, tempo reduzido e não perder o foco, na melhoria das política publicas para nossa categoria de Artes Cênicas; manifesto aqui minha indignação também, mas principalmente a minha capacidade de pensar mais coletivamente ainda; e utilizando esse recurso que temos que é a comunicação nesse grupo; e já começar a fazer o trabalho de debate, discussões e levantamentos das idéias para III Conferencia; sabendo que o prazo é mínimo, e fazer valer idéias e estratégias que possam superar esse clima de incertezas; tenho duas questões para o teatro; e penso coletivamente, para todo o Brasil; sem bandeira, sem ego, sem querer ocupar mais que minha posição de suplente do Nordeste; que são: DIMENSÃO CIDADÃ DA CULTURA nesse campo o Teatro do Brasil sofre; nossos espetáculos não estão circulando, falta espaços teatrais; as pessoas precisam ter acesso ao teatro através do vale cultura; a maioria das cidades brasileiras não possuem espaço para apresentações teatrais; nunca assistiram uma peça pois a política que temos hoje da FUNARTE faz uma mínima circulação de uns poucos grupos teatrais para poucos lugares e o restante do país continua sem acesso; precisamos urgentemente de editais de circulação para muitos grupos e muitas cidades; precisamos de uma política de construção de teatros físicos e assim estaremos fazendo uma política publica cultural eficaz nas artes cênicas; outra é a DIMENSÃO SIMBÓLICA DA CULTURA nesse campo falta uma política que possa utilizar o teatro como ferramenta de transformação social; sabemos que o teatro na escola, na saúde, na segurança, na ação social pode ser um valoroso instrumento de combate as desigualdades, de desenvolvimento social, de gerar a sustentabilidade e muitas outras coisas; que vemos poucos projetos e programas que promovam o diálogos do teatro com essas outras áreas, isso precisamos enquanto categoria propor; para que tenhamos um teatro engajado como instrumentos alinhado outras políticas publicas, na finalidade de superar os problemas sociais, isso efetivamente estaria fortalecendo junto a sociedade nossa arte teatral e consolidando platéias, e sendo um elemento cultural que diverte, educa, informa e transforma socialmente uma nação.
E acreditamos que poderemos levar a III Conferência Nacional de Cultura questões como estas e que tanto Governo como Sociedade Civil possa refletir sobre a lógica que nosso país busca superar a miséria; efetivamente com o teatro estaremos dando um grande passo.
Fonte: Cariri web noticias
Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar créditos à Cariri web noticias
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