Cariri,

terça-feira, 5 de março de 2013


Um dos mais importantes representantes da cultura popular nordestina.



Por Luciano Mendes

Poeta de bancada e também cantador de viola o
humilde cidadão Antonio Gonçalves da Silva ou simplesmente,
Patativa como era conhecido e admirado, passou apenas seis meses na escola.
Nesta época, começou a escrever seus próprios versos e textos.
Muito feliz, passou a escrever e cantar repentes e se apresentar em pequenas festas da cidade.


O fato de  não ter frequentado tanto a escola, não o impediu de ser Doutor Honoris Causa de pelo menos três universidades.
Não teve estudo, mas discutia com maestria a arte de versejar.

Em 1922 já atuava como versejador em festas, e a partir de 1925,
deu início à atividade de compositor, cantor e improvisador.

Logo depois, em 1926 teve um poema publicado no Correio do Ceará, mas seu primeiro livro,
Inspiração Nordestina, seria lançado trinta anos depois, em em 1956.

Em 1978 publicou o livro Cante Lá que Eu Canto Cá, e em 1979 iniciou,
com Poemas e Canções, a gravação de uma série de discos,
entre os quais se destacam Canto Nordestino (1989) e 88 Anos de Poesia (1997).
Seu último livro, Cordéis-Patativa do Assaré , é de 1999.

A poesia de Patativa, que verseja em redondilhas e decassílabos, traduz uma visão de mundo
"cabocla", muitas vezes nostálgica e desapontada com as mudanças trazidas pela modernidade e pela vida urbana.
Sua obra aborda os valores e os ideais dos camponeses do interior do Ceará, em poemas
que tematizam da reforma agrária ao cotidiano dos sertanejos cearenses.

Fonte: Cariri web Noticias


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